Em 31 de março de 2020, a dívida bruta atingiu o montante de R$ 3.432,4 milhões, aumento de R$ 188,6 milhões em relação ao saldo verificado em 31 de dezembro de 2019, principalmente em função do aumento da variação cambial nas dívidas contratadas em moeda estrangeira. Vale ressaltar que todas as dívidas nos termos da Lei 4.131 contam com operações de SWAP (hedge). A Companhia não realizou captações no 1T20.

Em função do CPC 06 (R2), a partir de janeiro de 2019, a Companhia passou a reconhecer os passivos para pagamentos futuros para todos os contratos de arrendamento, com exceção dos contratos de curto prazo e/ou baixo valor. No 1T20, foram adicionados R$ 57 milhões à dívida bruta do IFRS referentes aos arrendamentos que a Companhia possui. Desta forma, a dívida bruta do IFRS totalizou R$ 3.489,5 milhões. A contabilidade regulatória não foi alterada.

A redução nas disponibilidades das controladas em conjunto reflete a mudança na estratégia de investimento com a deterioração do cenário econômico: os recursos foram transferidos dos fundos, que são consolidados na ISA CTEEP, para CDBs que não são consolidados. Considerando a exclusão das disponibilidades das controladas em conjunto, a dívida líquida da Companhia atingiu R$ 2.665,6 milhões ao final de março de 2020 vs. R$ 2.546,6 milhões em dezembro de 2019 e a relação Dívida Líquida/EBITDA Ajustado foi de 1,1x no fechamento do 1T20.

Os covenants e as exigências estabelecidas em todas as emissões estão sendo devidamente cumpridos pela Companhia. Para 2020, o indicador Dívida Líquida/EBITDA mais restritivo é de 3,0x. Maiores detalhes sobre os indicadores financeiros estão disponíveis no anexo V deste documento.

O custo médio da dívida consolidada foi de 6,4% a.a. em 31 de março de 2020 vs. 7,4% a.a. em 31 de dezembro de 2019, em função da queda do IPCA entre os períodos. O IPCA é o principal indexador de endividamento da Companhia e o principal indexador da receita. O prazo médio da dívida consolidada em 31 de março de 2020 era de 3,8 anos.

De abril a dezembro de 2020 estão previstos vencimentos de dívida no montante de R$ 1,2 bilhão, compostos, principalmente, por dívidas nos termos da Lei no 4.131/62 e pela 6ª emissão de debêntures.

Cronograma de Amortização da Dívida Bruta
(R$ milhões)

Contratação da Dívida e
Indexação 31/03/2020


   
Emissão Volume total da oferta Valor nominal unitário Série Liquidação Vencimento Remuneração Documentos da Oferta
4ª Emissão R$ 148,3 milhões  R$ 1 mil Série Única 15/07/2016 15/07/2021 IPCA + 6,04% a.a.


5ª Emissão

 
R$ 300,0 milhões R$ 1 mil Série Única 15/02/2017 15/02/2024 IPCA + 5,04% a.a.
6ª Emissão R$ 350,0 milhões R$ 1 mil Série Única 13/12/2017 13/12/2020 105,65% do CDI a.a.
7ª Emissão R$ 621,0 milhões R$ 1 mil Série única 02/05/2018 15/04/2025 IPCA + 4,70 a.a
8ª Emissão R$ 409,0 milhões R$ 1 mil Série única 20/12/2019 15/12/2029 IPCA + 3,50 a.a.

Debêntures
Emissão Volume total da oferta Valor nominal unitário Série Liquidação Vencimento Remuneração Documentos da Oferta
2ª Emissão R$ 350 milhões R$ 10 mil Única 18/03/2013 18/03/2025 IPCA + 5,5% a.a.
Debêntures
Emissão Volume total da oferta Valor nominal unitário Série Liquidação Vencimento Remuneração Documentos da Oferta
1ª Emissão R$ 1,6 bilhão 1.000 Única 15/12/2019 15/12/2043 (24 anos) IPCA + 4,9982% ao ano.
 

Atualizado em 30 de junho de 2020.